22 de ago. de 2010

Paulo Rattes, Deputado Federal


Sugestão da Lucinha: "devíamos aproveitar a candidatura do Paulo Rattes a Deputado Federal e nos unirmos, afinal já estamos devendo isso aos nossos descendentes, alguns já até perderam o nosso sobrenome, para que fique registrado que apesar da distância somos uma família".

Vamos fazer isso, pessoal. De preferência, antes das eleições. Léo, coordene tudo, marque local e data. Há muito tempo essa ideia vem sendo gestada, e está na hora de colocá-la em prática.

4 de out. de 2009

Batizado de Marcelo Rates Quaranta

Batizado de Marcelo Rates Quaranta, nos idos de 1962. Na foto:

01. Eduardo
02. Déspina
03. José Quaranta (meu pai)
04. Tia Lourinha (esposa do Tio Feliciano Rattes e madrinha do Marcelo)
05. Octavio Quaranta (meu tio)
06. Amazyllis Rattes Quaranta
07. Geni
08. Tia Nininha
09. Marcelo Rates Quaranta
10. Ivana Rates Quaranta
11. Jurema
12. Paulo Fernando Rattes Costa Bevilacqua
13. Lúcia Regina Rattes Costa Bevilacqua
14. Luís Renato Rattes Costa Bevilacqua
15. Denise Rates Quaranta
16. Roberto Rates Quaranta
17. Eliete Quaranta
18. Eliana Quaranta
19. Maria das Graças Gomes, a Gracinha, que é Rattes Bevilacqua de coração.

O Márcio, meu irmão nascido em 1970, até hoje reclama de não ter sido convidado para o evento...


1 de out. de 2009

Para os filhos e netos de Paulo Rattes


Paulo Rattes em dois momentos. O primeiro, aos 5 anos...






Certidão de nascimento de Elídio de Moraes Rattes






Imagens valem mais que palavras...






Ainda sobre as origens


Na página 19 do livro de Wanderley F. Resende lê-se:

"No dia 15 de novembro de 1844, faleceu em sua Fazenda do Couro do Cervo, ex-Retiro, o Capitão-Mor Manoel dos Reis e Silva. Sobre o local onde foi ele sepultado há várias opiniões: uns dizem que o corpo foi transportado para Três Pontas, visto não haver cemitério nestas redondezas; outros, como Benefredo de Souza, no seu já citado trabalho 'estórias... ou Histórias do Sete Orelhas?!...', acham que ele, como era seu desejo, deveria ser sepultado em Lavras do Funil. No entanto sua morte se deu no verão, época das grandes chuvas e das enchentes, rios e ribeirões transbordados, o que impossibilitava serem vadeados. Sua família deliberou então sepultá-lo nas imediações, nas terras de uns italianos, os Rattes, ali moradores há alguns anos. Assim foi feito, com o consentimento de todos e o local foi tão bem escolhido e apropriado, que dali por diante se tornou quase cemitério público."

Essa afirmação, todavia, não invalida maiores pesquisas sobre a pátria de origem, que pode ser Itália, Portugal ou mesmo a Alemanha.


Voltando um pouco às origens


Com o indispensável auxílio do Leonardo Rattes Bevilacqua Pinaud Madruga, segue um trecho do livro "Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento", de Wanderley F. Resende:

"Quanto ao local onde se encontra a cidade, sabemos que tinha o nome de SÍTIO DA CACHOEIRA e pertencia, pelo menos em parte, aos Rattes e cuja casa de residência ficava logo acima do atual Matadouro Municipal e nela residiu mais tarde, e até a sua morte, o Sr. Adelino Eustáquio de Carvalho, Escrivão de Paz que antecedeu ao Sr. José Godinho Chagas.

A respeito dos Rattes vamos transcrever abaixo os dados que nos foram fornecidos pelo Sr. Ari Florenzano, o qual, mais uma vez nos presta relevante auxílio, no afan de determinarmos, com a maior exatidão possível os princípios de Carmo da Cachoeira.

Os dados são os seguintes:

'Em 27 de janeiro de 1770, no Altar Portátil do Padre Bento Ferreira, no Deserto Dourado, batizou-se CAETANA, filha de Cipriana Antônia Rattes, solteira, filha de Manoel Antônio Rattes e Maria da Costa de Morais.'

'Aos vinte dias do mês de junho do ano de mil setecentos e setenta e hum, na Hermida de Campo Belo, com licença do Reverendo Padre Bento Ferreira, Manoel Afonso batizou e pôs os Santos Óleos a Manoel, inocente, filho natural de Joaquina, solteira, filha de Manoel Antônio Rattes e de Maria da Costa, moradores do Sítio da Cachoeira, desta freguesia, e de pai incógnito. Foram padrinhos Manoel Pereira de Carvalho e Maria da Silva, mulher de Francisco de Oliveira Galante, de que fiz este assento que assino.
O Coadjutor, Manoel Affonso Custódio Pereira'

Estes dois assentos foram extraídos do Livro de Batizados nº 3 de Carrancas.

No Livro nº 2 de casamentos, pág. 77, encontra-se, com a data de 17 de novembro de 1772, o registro do casamento de Joaquina Maria da Costa, filha de Manoel Antônio Rattes e Maria da Costa de Morais, com Manoel Batista Carneiro, filho de Luiz Pinto e Maria Batista Pereira.

Como se vê, esta Joaquina que em 20-06-71 era solteira mas batizava um filho, casou-se em 1772.

Ainda no Livro nº 1, de Lavras, com a data de 5 de dezembro de 1773, encontra-se o registro do batizado de João da Costa de Morais, filho de Manoel Antônio Rattes.

Eia aí, portanto, quem eram os Rattes, moradores do SÍTIO DA CACHOEIRA, do DESERTO DESNUDO, primeiros habitantes do futuro povoado de Cachoeira do Carmo, hoje cidade de Carmo da Cachoeira."


24 de fev. de 2009

Laura!


Minha neta, Laura, nascida em 23.01.2009. Loura, linda, 'little' e 'loved' como a mãe Roberta.

Anacharsis Rattes


Homenagem ao meu querido tio Anacharsis Rattes, falecido em 23.02.2009, em Juiz de Fora (MG).


2 de jan. de 2009

Custódio José Ferreira Rattes e Bagagem



Meu tataravô, Custódio José Ferreira Rattes. No verso da fotografia consta a seguinte inscrição manuscrita: “Pa a Exma Snra D. Constança Theodolinda Barbosa, q lhe envia Custodio José Ferreira Rattes, com signal da amisade e respeito. Bagm, 29 de fevereiro de 1880”.

A localidade é Bagagem, Minas Gerais, atual município de Estrela do Sul, sobre a qual vou falar um pouco.

No início da colonização brasileira, a atual área do Triângulo Mineiro, até então denominada de Sertão da Farinha Podre, foi habitada por índios (a maior parte os Caiapós). Na maioria, esses índios eram nômades e circulavam pelas redondezas, sem moradia fixa, mudando de tempos em tempos em busca de caça e pesca. Essa vida nômade é compreendida como uma estratégia de defesa, tanto em relação aos animais como às tribos inimigas. Com maior facilidade, a defesa podia ser encontrada em ambientes de florestas, montanhas e cavernas por serem mais acolhedoras e oferecerem melhores condições de esconderijo do que as encontradas no Cerrado, ecossistema natural da região. Essas características da vida indígena indicam as poucas evidências quanto à transformação do meio ambiente natural, que, nesse momento, é praticamente insignificante ou nula.

Com a chegada de bandeiras e colonizadores fazendeiros, os índios fugiram em busca de áreas livres da presença do homem branco, e o meio ambiente natural foi alterado. Assim, a fuga indígena, também, justifica a entrada dos bandeirantes rumo ao sertão. Como uma forma de resolver o problema de subsistência, os bandeirantes embrenharam-se pelos sertões, tornando as entradas uma profissão para adolescentes, tanto para as expedições de apresamento como para o sertanismo em geral.

O Sertão da Farinha Podre, que compreendia todas as terras situadas entre os rios Quebra Anzol, das Velhas, Grande e Paranaíba, pertenceu, num primeiro momento, à capitania de São Paulo, depois, à de Goiás, e, somente em 1816, passou ao domínio de Minas Gerais.

Até o início do século XVIII, as terras da região não despertaram interesse para as bandeiras, pois, geograficamente, não ofereciam garantias para encontrar metais e pedras preciosas. Apenas com a intenção de desbravamento do interior do país, em busca de riquezas existentes em outras localidades, é que nessas terras começaram as passagens das expedições pela região.

A primeira bandeira a passar pelo Sertão da Farinha Podre foi a de foi Bartolomeu Bueno da Silva – o Anhangüera. Em 1722, seu filho, Bartolomeu Bueno da Silva Jr. – o Anhangüera II –, cumprindo ordens do governo colonial para encontrar as minas auríferas, partiu de Piratininga com um grupo composto por brancos, índios e escravos, somando 152 pessoas no total, e iniciou o desbravamento da rota que deu origem aos primeiros povoados da atual região do Triângulo Mineiro. Foi no comando desse grupo, que o bandeirante fez um percurso com trilheiros até as margens do Jeticaí – Rio Grande, e passou pela foz do Rio do Carmo até atingir a margem oposta, o Sertão da Farinha Podre.

Nessa ocasião (ainda em 1722), João Leite da Silva Ortiz, genro de Anhangüera, pára num ponto de pouso às margens de um ruidoso e caudaloso rio (que veio a ser denominado, tempos depois, Rio da Bagagem) descobre diamantes, muitos deles de diversas cores, como rosa, verde e violeta.
Sob a adoção deste nome para a localidade não se pode afirmar muito, restando apenas o recurso da tradição, que assegura ter sido tal denominação usada pelos garimpeiros que, deixando no local o grosso de suas munições e víveres, enquanto largavam-se por todo o percurso do rio que é diamantífero em toda a extensão, ao voltar ou referir-se ao local onde haviam deixado o maior volume da carga, diziam: “vou à bagagem” ou “tal objeto ficou na bagagem”. Como se sabe, bagagem é o nome do conjunto de coisas levadas por um viajante. Nesse trecho dois conglomerados se formaram: a parte de cima levou o nome de Cachoeira e a de baixo, de Joaquim Antonio.

As primeiras sesmarias doadas nessa área foram concedidas em 1818, ao Padre Fortunato José de Miranda e a Manoel Dias da Rocha. De 1772 a 1849, o local não passou de um garimpo, progredindo muito lentamente.

Em 1849 a Bagagem Diamantina já se tornara um próspero povoado com a população acima de trinta mil habitantes, tornando-se um eldorado, com a vinda de aventureiros de todas as partes do país. No chamado rush minerador, o crescimento populacional, típico de cidades mineradoras atingiu o povoado que, dentro de poucos anos se promoveu de povoado à freguesia e de vila à cidade.

O processo de urbanização só foi intensificado a partir de 4 de maio de 1852, com a criação do Distrito de Paz no Arraial da Bagagem, pertencente à comarca de Patrocínio, coincidindo com a descoberta do famoso diamante “Estrela do Sul”. Conta-se que uma escrava de nome Rosa, de propriedade de Casimiro de Morais, encontrou um diamante de rara beleza (pesando 254,5 quilates) sobre um monte de cascalho. Esse diamante levou o nome de Estrela do Sul. Nessa época, verdadeiros bandos de malfeitores se organizavam para saquear os viajantes nas estradas, uma vez que era constante o tráfego de pedras preciosas. Coube a uma força de voluntários pedestres de Patrocínio a tarefa de acabar, em 1853, com um dos bancos que mais terror espalhava nas redondezas.

Dentre vários aventureiros que rumaram para Bagagem em busca do sonho de riqueza está D. Anna Jacintha de São José, a famosa cortesã do Brasil Império, conhecida como Dona Beija, que lá viveu por mais de vinte anos, até o seu falecimento.

Como grande parte da população era escrava, os negros construíram para eles em 1853, a capela de Nossa Senhora do Rosário, a santa padroeira da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Posteriormente, a Capela abrigou São Benedito, também protetor do povo negro.

O povoado, então conhecido pelo nome de “Diamantino da Bagagem”, foi transformado em distrito pela Lei Provincial nº 667, de 27.04.1854.

Pela Lei Provincial nº 777, de 30 de maio de 1856, o distrito foi desmembrado de Patrocínio e elevado à condição de vila, com o nome de Bagagem, instalado em 30 de Setembro de 1858.

Em 13.10.1858 nasce Elídio Rattes, meu bisavô.

Devido ao grande crescimento verificado no local, a Vila de Bagagem foi elevada à categoria de cidade, pela Lei nº 1101, de 19.09.1861. Sua população, diretamente vinculada ao garimpo, apresentava significativa rotatividade em busca dos diamantes e residia em habitações improvisadas, que se perderam no tempo.

Crescendo sempre, chegou a ser um dos mais importantes centros comerciais da província. Sob sua administração política estavam Santana da Aldeia do Rio das Velhas (Indianópolis); Brejo Alegre (Araguari); Troncos (Grupiara); Carmo da Bagagem (Monte Carmelo); Crioulos (Pedrinópolis); Espírito Santo do Cemitério (Iraí de Minas); Boqueirão (Douradoquara); São João do Rio das Pedras (Cascalho Rico); São Miguel da Ponte Nova (Nova Ponte) e Água Suja (Romaria).

Em 1870, a cidade começa a viver o seu declínio, causando uma explosiva retirada de aventureiros às suas origens. Em 1873, faleceu D. Beija.

Vale lembrar que em 1891, aos 33 anos, Elídio Rattes já se encontrava em Alegre, no Espírito Santo, quando nasceu seu primeiro filho, Apolinário.

Pela Lei Estadual nº 319, de 16.09.1901, o município de Bagagem tomou a denominação de Estrela do Sul.

ANACREONTE, DAGMAR E ANAXÁGORAS RATTES


Meus tios Anacreonte, Dagmar e Anaxágoras.



Lucília Lessa Rattes


Minha avó LUCÍLIA LESSA RATTES, em foto de 25 de janeiro de 1926.

APOLINÁRIO DE MORAES RATTES


Meu avô, APOLINÁRIO DE MORAES RATTES, nascido em 09 de julho de 1891, em Alegre (ES), e falecido em 11 de setembro de 1975, em Barra Mansa (RJ).

16 de jun. de 2008

Um novo Rattes


Temos um novo membro na família Rattes. Em 6 de julho de 2008, em New Orleans, Estados Unidos, nasceu Gabriel Alexander Rattes, filho de Claudio Erices Rattes, neto de Eliseu Lima Rattes, bisneto de Elídio de Moraes Rattes, tetraneto de Elídio Rattes. Ao Gabriel, muita luz e paz neste mundo.

12 de jun. de 2008

Não esquecendo que também somos Moraes

De Luiz Ferraz Moulin recebi o seguinte comentário:

"Conheci o primo Apolinário de Moraes Rattes e sua esposa dona Lucília em Guaçuí, pois ele era primo de meu pai José Moraes Moulin. Tio Elídio Rattes morou em Guaçuí, onde nasceram alguns filhos, entre eles Dr. José Moraes Rattes, pai do Paulo. Ele foi Coronel da Guarda Nacional e líder político em Alegre, onde participou da Revolta do Chandoca. Sua esposa, tia Elvira Salles Pinheiro de Moraes, era filha de Manoel Gomes Pereira de Moraes e de Guilhermina Amélia de Salles Pinheiro, ambos de Valença, RJ, da família do Visconde de Ipiabas, eram primos irmãos e membros da aristocrática família Pinheiro de Souza. Tia Elvira faleceu em Cachoeiro do Itapemirim, onde morava com a Maria e a Nina. Tio Elídio faleceu em Alegre. Apolinário era um grande pesquisador da família Moraes, foi ele quem descobriu que nós éramos da família Antas de Moraes, de São Paulo, descendente dos Braganções. Ele nos visitava sempre em Guaçuí, e em suas viagens a Mariana, MG, descobriu nossa origem familiar".

Luiz Moulin foi prefeito de Guaçuí por duas vezes, Deputado Estadual, Secretário Estadual do Meio Ambiente, Secretário Estadual de Justiça e Diretor de Meio Ambiente da CESAN.

Ao Luiz, meus sinceros e mais profundos agradecimentos pelo relato que emociona, pela luz que proporciona e pela descoberta de mais um laço familiar.

22 de abr. de 2008

Um pouco sobre Manoel Antonio Rates

"A presença da família de Manoel Antônio Rates nos levou a uma busca de informações. Pelo material levantado, percebeu-se uma intensa ligação da família com vários outros locais sul-mineiros. A atividade comercial do pioneiro facilitava esta articulação. Pela sua origem freqüentava Carrancas, São João del Rey, e demais regiões. Seus filhos e netos foram batizados em diferentes ermidas presentes em várias fazendas. Foram padrinhos em casamentos e batizados em diversas localidades. O nome de Manoel Antônio Rates, bem como de seus filhos, são citados em diversos documentos e inventários. Apadrinhamentos entre esses antigos moradores nos mostram a interligação existente do sítio Cachoeira, de Manoel Antônio Rates às outras fazendas. Lá ia o Manoel a Padre Bento, hoje São Bento Abade; ia às Lavras do Funil; ia aos Farias; e ia também aos: Garcias, Figueiredos, Gouveias. Nesta época, Carmo nada mais era que um ponto próximo a Lavras do Funil, que por sua vez pertencia a freguesia de Carrancas. A Cachoeira dos Rates foi um referencial no percurso de uma picada e perpetuada por ter tido seu nome incluído em Lei.

Os Rates são citados também em limites territoriais. O Sítio Cachoeira ficava em um ponto de passagem que ligava-se com Lavras do Funil, Encruzilhada, São Bento, e a Terra dos Coqueiros, hoje Coqueiral, entre outros. É provável que sua ação se estendia por toda a Comarca do Rio das Mortes, onde hoje estão as prósperas cidades de Varginha, Três Corações, Lavras, Boa Esperança, Nepomuceno, Carmo da Cachoeira, Luminárias, entre outras. O Sítio da Cachoeira influía e era influenciado só pelo fato de sua localização. Os tropeiros e os boiadeiros eram homens ousados que avançavam pelos sertões, partindo de vários, seguindo o roteiro dos rios e das antigas trilhas dos índios, e tinham esta parada como um referencial neste percurso. Numa época em que a metrópole controlava o processo de povoamento dos sertões e a limpeza das áreas, o extermínio da população indígena e quilombolas era uma constante, assim como os enfrentamentos e as expulsões de homens já instalados. Aqui não havia ouro. Era passagem. E passagem longe dos olhos controladores da Coroa Portuguesa. No sítio Cachoeira não havia Ermida. O único batizado foi encontrado até agora se realizou na casa de Manoel Antônio Rates em um altar foi portátil e trazido até aí pelo Padre Bento, no lombo de seu cavalo.

*Aguida, uma das filhas de Manoel Antônio Rates aparece no Vale do Sapucaí, como inventariante de Manoel Pereira de Carvalho, os Rates se espalham em locais onde existem atividade e economia viável."

O texto acima, extraído de carmodacachoeira.blogspot.com, nos proporciona a exata dimensão da responsabilidade de todos os membros da Família Rattes na busca a que nos propomos. Conhecer Manoel Antonio Rates e os caminhos por ele trilhados, saber quem são seus ascendentes e descendentes, tudo isso é muito mais do que conhecer as origens de nossa família: é contribuir para a cultura de uma cidade. Carmo da Cachoeira merece todo a nossa dedicação nessa tarefa. Acompanhar o blog de Carmo da Cachoeira é sempre um imenso prazer.

2 de abr. de 2008

Da Cachoeira dos Rates ao Rancho Alegre

Disse-me Leonor: "No ano de 2005, quando a Paróquia começou a pensar as comemorações de seus 150 anos, contatamos em Petrópolis, o Sr. Paulo Alves Rattes. [...] Numa das conversas que tivemos com o Sr. Paulo, ouvimos dele que a família recebeu, através da tradição a informação de que seu avoengo, por um motivo ou outro, decidiu dar novos rumos a sua vida e criar melhores condições de vida para sua família. Dizendo isso ele saiu, montado em seu cavalo. Assim que se deu conta da verdadeira intenção da conversa, sua esposa e alguns escravos ou auxiliares (não me lembro bem dos termos por ele utilizado) foram atrás dele. Só o alcançaram 60 (não me lembro a unidade de medida a que ele se referiu) adiante. Diante deste relato do Sr. Paulo Alves Rattes, baseado na tradição e de dados outros vindos através de uma cadernetinha, que seu pai tinha com algumas pequenas anotações sobre seus ancestrais, pergunto: Que caminho era este que o levaria a ALEGRE, ou melhor, ao 'RANCHO ALEGRE'? [...]"



Pois bem: em linha reta, Carmo da Cachoeira dista de São Pedro de Rates, no Espírito Santo (que iniciou como distrito de Alegre, terra de meu avô), exatamente 360 quilômetros, ou seja, 60 léguas, unidade de medida utilizada pelos tropeiros.

19 de mar. de 2008

A origem do sobrenome

Dedicado a Leonor Rizzi (que não é Rattes, mas bem que poderia ser...)

Rates, Rattes, Ratti, Ratz. Portugal, Itália, Alemanha? Afinal, qual a origem desse sobrenome?

Estudar a origem dos sobrenomes é como o estudar fósseis que nos levam ao conhecimento do nosso passado. Saber a origem e o significado dos sobrenomes satisfaz uma curiosidade e abre uma janela de possibilidades como conhecer algo sobre a procedência de algumas características familiares; sejam elas físicas e genéticas ou traços culturais advindos das etnias, grupos lingüísticos, eventos, modos de vida, gastronomia, ocupações e ofícios e regiões que habitavam nossos ancestrais mais remotos e que podem chegar, de alguma maneira, até as gerações mais recentes.

Os nomes pessoais primitivos surgem, indubitavelmente, pouco depois da invenção do idioma falado, nas idades não registradas que precedem a história moderna. Durante milhares de anos, os nomes eram as únicas designações que homens e mulheres utilizaram, quando o mundo era menos populoso que hoje e cada homem conhecia seu vizinho; uma indicação de endereço era suficiente para encontrar ou localizar uma pessoa. Com a invenção da escrita e um aumento maior da população mundial, isto foi ficando cada vez mais complexo, fazendo-se necessária uma mudança. Com o passar dos séculos, foram se formando as distintas línguas e assim nasceu um novo problema: a designação das pessoas.

Os nomes remontam às necessidades humanas ancestrais de identificar indivíduos, funcionavam mais como apelido. Normalmente foram atribuídos por suas características físicas ou pelos desejos idealizados por seus ancestrais. Muitas razões são apontadas para o uso de nomes e sobrenomes, das mais práticas como simplesmente chamar ou apelidar alguém, contar histórias sobre um indivíduo ou até questões de identidade cultural, proteção da descendência, heranças familiares como uma forma de certificar-se sobre a origem desse indivíduo.

Os etruscos já empregavam uma fórmula de pré-nomes, nomes e cognomes muito semelhante às atuais e depois influenciando os romanos espalhou-se pelos quatro cantos do mundo. O pré-nome tinha o mesmo significado atual do nome (de batismo p.ex.), o nome deu origem ao sobrenome ou nome de família e os cognomes eram uma espécie de apelido identificador ou título daquele indivíduo.

Os nomes de família (sobrenomes, nomes de família, surnames, lastnames, cognomi, apellidos, prénoms, familiennames, nachnames) surgiram da necessidade de identificação das pessoas especialmente durante a Idade Média. Até então, a alta nobreza, por razões de sucessão e heranças, utilizavam alguma forma de identificação de filiação. Imitando os costumes de pessoas proeminentes ou para diferenciação das famílias ou ainda para aspectos práticos de censos populacionais, os homens mais comuns passaram a utilizar como sobrenomes as designações de seus ofícios ou habilidades, de seus lugares de origem (toponímicos), de suas condições sócio-econômicas, de plantas ou animais ou, ainda, referentes aos nomes próprios devido à filiação, vassalagem, exércitos, tribos ou clãs de origem (Homeonímicos).

Os romanos foram os primeiros a observar que com a elevação da sua civilização, surgia a necessidade de designações específicas para reclamar seus direitos a heranças e classes. Assim, inventaram um sistema complexo, em que cada patrício recebia vários nomes. Nenhum deles, no entanto, correspondeu exatamente aos sobrenomes como nós os conhecemos hoje em dia, para "o nome do clã", ainda que hereditário. Também os escravos e outras pessoas relacionadas receberam nomes. Os exemplos são os Cláudios, a casa dos Tibérios e os Julianos. A lei estabelecia que quando um escravo era emancipado tomava os dois primeiros nomes de quem o liberava e os antepunha ao seu; quando era uma pessoa adotada, os nomes do adotante eram postos em seguida, de maneira a se distinguir os libertos das pessoas livres. Os romanos utilizavam primeiro o NOMEN, equivalente ao nome ou características físicas descritivas, de índole tradicional. Em seguida, no meio, ia o COGNOMEN, que constituía o sobrenome ou linhagem da família. Finalmente, figurava o AGNOMEN, que era descritivo de alguma qualidade, ofício, caráter pessoal ou defeito da pessoa. Às vezes, se antepunha um PRAENOMEN antes do NOMEN para acrescentar alguma qualidade especial ou mérito notório. Um exemplo do sistema romano de identificação pessoal é o de CAIO JÚLIO CÉSAR, cujo nome romano completo era: GAIUS LULIUS CAESAR. GAIUS era o NOMEN, que indicava "bonito", "belo", "charmoso". LULIUS era o COGNOMEN, que indicava que provinha da linhagem ou família (Julia). Finalmente, CAESAR significava "de cabelos longos" em latim, o que podia descrever uma característica física ao nascer, ou talvez alguma qualidade tradicional, visto que Júlio César era calvo na idade adulta. Este sistema foi aplicado por lei em todo o Império Romano, incluindo a Hispânia, que compreendia a Península Ibérica. Podemos apreciar a complexidade do resultado de um sobrenome quando o mesmo foi nome na época romana, pois a origem do liberto ou do adotado podia ser muito variada, tendo em conta que o Império Romano dominava e escravizava quase tudo que era conhecido naquele momento como mundo civilizado.

Este sistema demonstrou ser uma inovação temporal e complexa; ao ser derrubado o Império Ocidental pelos invasores bárbaros, houve uma reversão ao costume primitivo de utilizar um só nome. Apenas gradualmente, com o passar dos séculos e a complexidade crescente da sociedade civilizada, fez-se necessárias designações mais específicas. Enquanto se pode remontar às raízes de nosso sistema de nomes familiares aos precoces tempos civilizados, vemos que os apelidos hereditários, como os conhecemos hoje, surgem aproximadamente a partir do ano 900DC.

Desta época em diante era agregado ao nome de batismo outro nome, o qual hoje em dia conhecemos como sobrenome. Um sobrenome, então, é um nome agregado a outro batismal. Estas designações são de vários tipos e se classificam segundo a origem.

No ocidente europeu foi a partir dos séculos XV e XVI que os nomes de identificação tornam-se de fato sobrenomes de família e passam a ser sistematicamente registrados, normalmente nas igrejas de batismo. Pesquisar a árvore genealógica até essas épocas é uma possibilidade real ainda que apresentem dificuldades para se encontrar documentação comprobatória. Para épocas anteriores as dificuldades se multiplicam.

Em 1564 o Concilio di Trento ordenou que as paróquias registrassem cada indivíduo com seu próprio nome e o respectivo sobrenome. Desde então cada um de nossos ancestrais vem transmitindo o nome de família a seus descendentes, definindo e registrando os graus de parentescos.

A classificação de sobrenomes é uma disciplina interdisciplinar com ênfase na lingüística. Permite perscrutar, com mais ou menos certeza, sobre uma possível origem ancestral similar ao estudo dos fósseis na antropologia e arqueologia. As classificações são muitas. Resume-se aqui uma das possibilidades:

PATRONÍMICOS: Refere-se a um nome próprio, geralmente do patriarca (capostípite) da família (grupo, tribo clã), em geral referenciado como o filho de... Pode designar um clã familiar. (De Giovanni, Di Giacomo, Henriques, MacBeth, De Marco, Henriques, Marchi, Perez - filho de Pero ou Pedro, Hissnauer - família Hiss, Gallucci);

MATRONÍMICOS: Semelhante ao anterior porém referindo-se ao nome da mãe (Di Grazia);

HOMEONÍMICOS: Designa origem em uma mesma tribo, clã, núcleo humano definido por uma identidade. Pode ser compreendido como uma subclassificação de Toponímicos ou Patronímicos. Entretanto fornece maior precisão pois esse grupo humano poderá ter vivido em diversas regiões e não ter uma única liderança ou patriarca ainda que possam ter uma origem em um lugar ou em uma liderança distanciam-se desse início e, mesmo assim mantém um forte laço de identidade. Ex. Gallucci, Hissnauer - dos Hesseanos [Veja argumentos em: Sobre a origem dos sobrenomes].

TOPONÍMICOS (habitacionais ou étnicos) – Do lugar ou povo de origem. (Oliveira, Ferreira, Barcelos, Palermo, Corleone, di Napoli, Calabresi, Franco, Germano, Morano, Santiago).

ANTROPOMÓRFICOS – Referem-se às características físicas, como estatura, cor de pele ou cabelo ou sinais marcantes etc. (Rosso/Rossi, Moreno, Bianco/Bianchi/Blanco, Penteado, Morano), ou ainda qualidades morais ou comportamentais (Ratto/Ratti, Vero, Gentile, Guerra, Bento);

TEÓFOROS: Fórmula votiva ou religiosa (Laudadio, Dioguardi, Amodeo, Bárbara, Santiago, Bento). De muitas maneiras surgiram os nomes vocativos às divindades, como forma de prestar honra às mesmas, afirmar ou disfarçar a adoção de um credo. Outra possibilidade é a adoção desses nomes em crianças órfãs ou abandonadas e recolhidas por conventos e instituições similares, também era comum nesses casos receberem nomes invocativos de santos do dia e dias da semana (Francisco, Santiago).

TOTÊMICOS. Difere dos Teóforos por estarem associados à uma identidade de núcleo humano, tribo ou clã. Tem um sentido de proteção divina ao grupo e não a um indivíduo.

MAESTRIA, OFÍCIO ou PROFISSÃO: Referente diretamente à profissão ou aos seus instrumentos de trabalho. (Machado, Wagner, Cartolano);

QUALIDADES METAFÓRICAS: Referem-se às qualidades de qualquer natureza sem explicitá-las, mencionando-as de modo metafórico (De Marco, Marchi, Marques - além do significado patronímico, podem ser referentes em sua origem a um marco de território, fronteiras ou ao deus da guerra, Marte).

CRONOLOGIA: Indica a seqüência de nascimento como Primus, Primitius: o primeiro nascido; Tertius: o terceiro; Ottavo: oitavo.

HOMENAGEM: Rende uma homenagem a alguém ou lugar ou a outros interesses, como os religiosos (Santiago).

CIRCUNSTÂNCIAS: Define o nascimento em alguma circunstância que merece algum destaque. Exemplo: Entre os romanos Lucius que nasceu à luz do dia ou ao romper da manhã; Dominicus ou Domingos por nascer em um domingo. Nascimento ou Natalia podem ser pessoas nascidas no (ou próximas) do ano novo ou no dia do Natal; ou ainda Januário e o italiano Gennaro: nascidos em janeiro.

ONOMÂNICOS: Para os nomes atribuídos a alguém com a finalidade de transmitir determinada qualidade.

HÍBRIDO: Inclui duas ou mais possibilidades de classificação dos nomes familiares. Pode ser grafado Teo-Comportamental, p.exemplo.

INOVADO ou INVENTADO ou ADOTADO: Pode ser produzido por diversas razões como a falta de compreensão de nomes anteriores, grafias equivocadas, apelidos recentes que tornam sobrenomes incorporados, grafias equivocadas de lembrança de sobrenomes ancestrais que não aparecem nos pais ou avós imediatos (Gobet - Gobete; Hissnauer - Missnauer). Adoção de um nome sugerido como nome composto que torna-se sobrenome nas gerações futuras, modismos e tantos outros motivos.

Diante dessas considerações, colhidas em AMODEO, W. – AMODEO: Estudo de um ramo familiar (Título anterior: Família Bento Amodeo: Origens, lendas, histórias e genealogia. Internet: www.amodeo.bravehost.com e www.genealogia.amodeoweb.com. Versão 07/2007. [atualizada de 07/2004]. Visitado em: 19/03/2008. Brasil) e LIBRANDI, Liliana (Origen y surgimiento de los apellidos), fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome RATES (ou RATTES): se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti, no plural), que em italiano significa “rato”, designando agilidade e rapidez. Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Parece certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história.

17 de fev. de 2008

Montando a árvore genealógica

Para organizar a árvore genealógica dos Rattes, partirei do referencial mais antigo de que tenho conhecimento: Custódio José Ferreira Rattes.

Por questões de sistematização, adotei como norma utilizar o nome de registro ou batismo. Assim, para as mulheres, ainda que casadas, não será considerado o sobrenome do marido porventura adotado. Referências aos cônjuges serão efetuadas à margem da árvore genealógica. O registro de cada indivíduo será feito pelo nome completo, seguido da data e local e nascimento e da data e local de falecimento. As cidades serão grafadas pelo toponímico adotado à data do evento (nascimento ou falecimento), registrando-se ao lado o toponímico atual.

Desse modo, nossa árvore adotará a seguinte estrutura:

Custódio José Ferreira Rates ( - / - )

Teve os seguintes filhos:

1. Elídio Rattes (13.10.1858 – ..............-MG / ................. - .... )
2. ...
3. ...
n. ...

De Elídio Rattes descendem:

1. Apolinário de Moraes Rattes (09.07.1891-Alegre-ES / 11.09.1975-Barra Mansa-RJ)
2. Feliciano de Moraes Rattes (18.03.1893–Alegre-ES / 02.09.1954 – .. - .)
3. Jandira de Moraes Rattes
4. Elídio de Moraes Rattes
5. Maria de Moraes Rattes
6. José de Moraes Rattes
7. Maria Nina de Moraes Rattes
8. Lygia de Moraes Rattes
9. Alaíde Rattes

De Apolinário de Moraes Rattes descendem:
1. Anaxágoras Rattes
2. Amaryllis Dagmar Rattes (19.09.1921 - .... / 24.11.2007 – Brasília-DF)
3. Anacreonte Rattes
4. Anacharsis Rattes
5. Anaxímenes Rattes
6. Anaximandro Rattes (19.10.1929 – Cachoeiro do Itapemirim-ES - .....)
7. Amazyllis Rattes (20.05.1932 – Siqueira Campos, atual Guaçuí-ES)

De Amazyllis Rattes, a descendência completa até o momento é:

1. Ivana Rates Quaranta (04.05.1953 – Rio de Janeiro – RJ)
1.1. Tatiana Quaranta Trindade Silva (05.07.1974 – Brasília-DF)
1.1.1. Giovanna Quaranta Trindade Silva Rios (04.01.1995 – Brasília-DF)
1.1.2. Rafaella Quaranta Trindade Silva Rios (10.10.1996 – Brasília-DF)
1.2. Daniel Quaranta Trindade Silva (03.06.1975 – Brasília-DF)
1.2.1. Priscilla Cândido de Oliveira Trindade Silva (10.04.1993 – Brasília)
1.2.2. Matheus Cândido de Oliveira Trindade Silva (19.02.1995 – Brasília)
1.2.3. Gabriel Cândido de Oliveira Trindade Silva (27.11.1997 – Brasília-DF)

1.3. Bruno Quaranta Trindade Silva (04.10.1979 – Brasília-DF)
1.3.1. Giulia Catelli Quaranta Trindade Silva (14.12.1997 – Brasília-DF)
1.3.2. Pedro Catelli Quaranta Trindade Silva (20.07.1999 – Brasília-DF)
1.3.3. Guilherme Alves Quaranta Trindade Silva (15.09.2003 – Brasília-DF)
1.3.4. Camila Alves Quaranta Trindade Silva (22.09.2004 – Brasília-DF)


2. Roberto Rates Quaranta (18.08.1955 – Rio de Janeiro-RJ)
2.1. Roberta Madeira Quaranta (30.04.1978 – Brasília-DF)
2.1.1. Pedro Quaranta Alves Cavalcanti (26.09.2001 – Fortaleza-CE)
2.2. Carolina Madeira Quaranta (20.10.1979 – Brasília-DF)
2.3. Bárbara Madeira Quaranta (08.06.1981 – Brasília-DF)
2.4. Isabella Christina Cavalcante Quaranta (02.05.1994 – Fortaleza-CE)

3. Denise Rates Quaranta (27.06.1957 – Rio de Janeiro-RJ)
3.1. Alessandra Quaranta Correia de Melo (07.11.1975 – Brasília-DF)
3.1.1. Nathália Quaranta Collares da Motta (20.03.1995 – Brasília-DF)
3.1.2. Marcella Quaranta Clemente (01.11.2004 – Brasília-DF)

3.2. André Luiz Quaranta Correia de Melo (08.05.1978 – Brasília-DF)
3.2.1. Luiz Henrique Oliveira de Melo (19.11.1993 – Brasília-DF)
3.2.2. Gabriella Ferreira Quaranta (14.07.1998 – Brasília-DF)

3.3. Marcelo Quaranta Correia de Melo (21.09.1979 – Brasília-DF)
3.3.1. Maria Clara Feitoza Miranda Quaranta (27.01.2001 – Brasília-DF)
3.4. Leonardo Quaranta Correia de Melo (16.03.1982 – Brasília-DF)

4. Marcelo Rates Quaranta (03.05.1962 – Rio de Janeiro-RJ)
4.1. José Quaranta Neto (24.05.1985 - Brasília-DF)
4.2. Victor Barbosa Quaranta (21.07.1987 – Brasília-DF)
4.3. Gabriel Borges Sobreira Quaranta (30.04.1991 – Rio de Janeiro-RJ)
4.4. Yago Janos Andrevitch Gomes Quaranta (26.09.1995 – Rio de Janeiro-RJ)
4.5. Anna Isabella Gomes Quaranta (07.09.2001 – Brasília-DF)
4.6. Anna Beatriz Gomes Quaranta (02.09.2006 – Rio de Janeiro-RJ)

5. Márcio Rates Quaranta (02.01.1970 – Rio de Janeiro-RJ)
5.1. Fernando de Moura Quaranta (04.08.1993 – Brasília-DF)
5.2. Giuseppe Quaranta (26.07.1999 – Brasília-DF)
5.3. Carolina de Moura Quaranta (13.06.2001 – Brasília-DF)

A grande tarefa, pois, é estruturar corretamente todas as ramificações a partir de Custódio José Ferreira Rattes. Obviamente que essa tarefa deve ser efetuada a partir dos descendentes mais novos.

Peço a ajuda de todos.

14 de fev. de 2008

Por que busco minhas origens?

Afinal, qual a razão de se buscar a origem da família?

Para Maria Luiza de Assis Moura Ghirardi, a pesquisa sobre as próprias origens é inerente à experiência humana. A psicóloga afirma que buscar as origens é conhecer algo acerca de si mesmo, e que a necessidade de conhecer sobre nós mesmos é uma condição importantíssima na constituição de nosso mundo interior, nossa subjetividade. Assim, somos levados a formular uma teoria que dê significado à nossa inserção no mundo. Conhecer sobre as origens está ligado à capacidade de dar sentido a um “quebra-cabeça’ que situará o Lugar que ocupamos na vida; é um saber sobre quem somos e qual a importância que temos para aqueles que nos são muito queridos. Nascer é se ver atravessado pelas questões da vida e pelo mistério da existência. É CONHECER a posição humana e as condições necessárias à instalação de si no mundo com outros. Quando o ser humano se vê diante da impossibilidade de entrar em contato com sua história pessoal e com suas origens, é levado a um sofrimento sem contorno e, portanto vive uma experiência desesperadora.

Jonathan Sacks, rabino-chefe da Congregação Hebraica do Reino Unido, ensina, no seu livro "Uma Letra na Torá", que “a questão da identidade é fundamental, e não pode ser respondida se não conhecermos o nosso passado”.

Paulinho da Viola também afirmou: “...não sou eu que vivo no passado, mas é o passado que vive em mim”.

Todos nutrem curiosidade em saber de onde herdaram qualidades, manias e defeitos. É a força do atavismo que se manifesta, pois somos fruto da fusão de pedaços de nossos antepassados.

Finalizo com palavras de Maria Luiza Ghirardi: "Quando não temos CONHECIMENTO em relação às nossas origens, não conseguimos montar as peças que podem nos dar as pistas necessárias para saber quem somos. Perdemos a experiência de humanização; não conseguiremos montar projetos de vida e de futuro. E muito provavelmente não conseguiremos amar..."

13 de fev. de 2008

Pedro de Rates Henequim

No site da Câmara Municipal de Carmo da Cachoeira, Maria das Graças Menezes Mourão conta que os Rattes tiveram um representante de sua linhagem no caminho para as minas, bem no início da colonização: Pedro de Rates Henequim.

Passemos primeiro à história.

Nascido em Lisboa no ano de 1680, Pedro de Rates Henequim era filho bastardo de Francisco Henequin, um cônsul calvinista holandês, tido com Maria da Silva de Castro, católica portuguesa. Quando pequeno, fora tomado sob os cuidados de um padre, tendo estudado no colégio jesuíta de Santo Antão. Aos dez anos volta a morar com o pai, um cônsul holandês. Com esta proximidade, ele entra em contato com idéias reformistas, porém, continua a ter uma rígida educação católica.

Em 1702, se vê diante de dois caminhos: ou viver na Holanda, como sugerido pelo pai, ou ir para a Colônia. A época era de descobertas de ouro nas Minas Gerais do Brasil. Aconselhado pelo seu tutor, que temia um contato maior com o calvinismo, Henequim segue para a Colônia. Lá se depara com uma realidade caótica de línguas, costumes, crenças, culturas e raças juntas num mesmo lugar. Chegou a Minas Gerais, onde viveu nas regiões de Sabará, Ouro Preto e Serro do Frio. Maria das Graças Menezes Mourão sustenta que Pedro Henequim chegou a ser Superintendente das Minas do Rio das Velhas.

Em 1722, decide voltar a Portugal. Henequim não só acreditava que haveria mil anos de felicidade terrena, como afirmava que esse reino de felicidade, conhecido como 5º Império, se daria no Brasil. Assim, tenta estabelecer contato com o Infante D. Manuel, irmão de D. João V, para oferecer-lhe a coroa do Brasil, pois, no seu entender, sob domínio português, o paraíso terrestre não seria possível. Em paralelo, seus planos de se tornar religioso naufragam devido a um imprevisto amoroso: Henequim se apaixona por uma jovem menina chamada Joana, de 14 anos e acerta o casamento. Logo muda de idéia e tenta fugir do matrimônio, o que envolve uma situação de troca de identidade, com Pedro de Rates Henequim se fazendo passar por outrem. Aos 51 anos, finalmente se rende e se casa com Joana para, logo em seguida, quatro meses depois, abandoná-la com sua filha.

Em 1740 é preso, ao retornar de uma visita a D. Manuel, acusado de envolvimento em uma conspiração contra o rei D. João V. Preso, diversas circunstâncias trazem à tona uma cosmologia fantástica tecida por Pedro Henequim, que o tornava perigoso para duas instituições: a Igreja e o Estado português. Suas idéias totalmente avessas aos ensinamentos da religião católica o colocavam na posição de herético.

Bom em português, para provar que o homem foi criado por mais de uma entidade, Henequim serviu-se do texto bíblico que diz: ''Façamos o homem à nossa imagem e semelhança''. Escreveu ele: ''Se é 'façamos', é mais do que um''. Ele não aceitava o plural majestático. Ele também sustentava que os anjos tinham sexo, e que assumem, muitas vezes, papéis materiais. Para ele, a Virgem Maria não tinha orifício vaginal e possuía um membro masculino, sendo assim um ser andrógino ainda mais perfeito, por conter as qualidades do homem e da mulher. O paraíso, que estava no Brasil, conseguira sobreviver ao dilúvio graças a rodas que tinha embaixo de si. Nas bananas que alimentavam os escravos e nasciam em pencas por toda parte, ele identificou o fruto da perdição humana. Nas folhas das palmeiras pensou ter lido mensagens escritas (em português, evidentemente) pelo próprio Adão. Inspirado em pinturas medievais, dizia que Adão e Eva não tinham umbigo, pois o primeiro homem tinha sido feito do barro; e a primeira mulher, da costela dele. Por isso Deus não tinha cortado o cordão umbilical de nenhum dos dois!

Um vizinho, com vocação de delator, fez a denúncia à Inquisição. Cristão fervoroso, Henequim não esperou ser preso. Correu solícito aos tribunais, certo de que iria sair de lá absolvido e louvado. Ofereceu-se para escrever seus depoimentos porque temia não ser bem entendido. Não lhe foi permitido. Após um ano preso na casa de um Desembargador, Henequim foge, mas é recapturado dias depois. Transferido para os cárceres do Santo Ofício, onde foi possível garantir o sigilo que o rei exigia sobre o caso, passa a responder a processo por suas idéias religiosas. Henequim pretendia escrever uma trilogia detalhando o saber absoluto e final de que era detentor pela graça de Deus. A escrita parece ter sido o meio considerado por ele ideal para a apresentação dessa nova verdade: quando é preso pela Inquisição e convidado a expor seu pensamento, pede tinta, papel e sua Bíblia (o que lhe é recusado).

Começa, então, o jogo de cartas marcadas, que só tem fim em 1744, quando, sentenciado como herege, Pedro de Rates Henequim foi estrangulado com o garrote, e seus restos, de acordo com a sentença, foram incinerados e espalhados ao vento, para que “nem dele nem de sua sepultura possa haver memória alguma”.

Contada a história, algumas questões se me apresentam:
1. Em que período Pedro de Rates Henequim teria sido Superintendente das Minas do Rio Velho, uma vez que os registros a que tive acesso dão conta apenas do provisionamento de Manoel Borba Gato (ele mesmo, o bandeirante) na função?
2. Existem registros de descendência brasileira de Pedro Henequim?

Fontes: Trabalho apresentado ao NP 08 - Tecnologias da Informação e da Comunicação, do V Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom, por Prof. Dr. Márcio Souza Gonçalves, Ana Carolina Rodrigues e Zaira Brilhante de Albuquerque; Um visionário na corte de D. João V - Revolta e milenarismo nas Minas Gerais, de Adriana Romeiro.