22 de ago de 2010

Paulo Rattes, Deputado Federal


Sugestão da Lucinha: "devíamos aproveitar a candidatura do Paulo Rattes a Deputado Federal e nos unirmos, afinal já estamos devendo isso aos nossos descendentes, alguns já até perderam o nosso sobrenome, para que fique registrado que apesar da distância somos uma família".

Vamos fazer isso, pessoal. De preferência, antes das eleições. Léo, coordene tudo, marque local e data. Há muito tempo essa ideia vem sendo gestada, e está na hora de colocá-la em prática.

4 de out de 2009

Batizado de Marcelo Rates Quaranta

Batizado de Marcelo Rates Quaranta, nos idos de 1962. Na foto:

01. Eduardo
02. Déspina
03. José Quaranta (meu pai)
04. Tia Lourinha (esposa do Tio Feliciano Rattes e madrinha do Marcelo)
05. Octavio Quaranta (meu tio)
06. Amazyllis Rattes Quaranta
07. Geni
08. Tia Nininha
09. Marcelo Rates Quaranta
10. Ivana Rates Quaranta
11. Jurema
12. Paulo Fernando Rattes Costa Bevilacqua
13. Lúcia Regina Rattes Costa Bevilacqua
14. Luís Renato Rattes Costa Bevilacqua
15. Denise Rates Quaranta
16. Roberto Rates Quaranta
17. Eliete Quaranta
18. Eliana Quaranta
19. Maria das Graças Gomes, a Gracinha, que é Rattes Bevilacqua de coração.

O Márcio, meu irmão nascido em 1970, até hoje reclama de não ter sido convidado para o evento...


1 de out de 2009

Para os filhos e netos de Paulo Rattes


Paulo Rattes em dois momentos. O primeiro, aos 5 anos...






Certidão de nascimento de Elídio de Moraes Rattes






Imagens valem mais que palavras...






Ainda sobre as origens


Na página 19 do livro de Wanderley F. Resende lê-se:

"No dia 15 de novembro de 1844, faleceu em sua Fazenda do Couro do Cervo, ex-Retiro, o Capitão-Mor Manoel dos Reis e Silva. Sobre o local onde foi ele sepultado há várias opiniões: uns dizem que o corpo foi transportado para Três Pontas, visto não haver cemitério nestas redondezas; outros, como Benefredo de Souza, no seu já citado trabalho 'estórias... ou Histórias do Sete Orelhas?!...', acham que ele, como era seu desejo, deveria ser sepultado em Lavras do Funil. No entanto sua morte se deu no verão, época das grandes chuvas e das enchentes, rios e ribeirões transbordados, o que impossibilitava serem vadeados. Sua família deliberou então sepultá-lo nas imediações, nas terras de uns italianos, os Rattes, ali moradores há alguns anos. Assim foi feito, com o consentimento de todos e o local foi tão bem escolhido e apropriado, que dali por diante se tornou quase cemitério público."

Essa afirmação, todavia, não invalida maiores pesquisas sobre a pátria de origem, que pode ser Itália, Portugal ou mesmo a Alemanha.


Voltando um pouco às origens


Com o indispensável auxílio do Leonardo Rattes Bevilacqua Pinaud Madruga, segue um trecho do livro "Carmo da Cachoeira - Origem e Desenvolvimento", de Wanderley F. Resende:

"Quanto ao local onde se encontra a cidade, sabemos que tinha o nome de SÍTIO DA CACHOEIRA e pertencia, pelo menos em parte, aos Rattes e cuja casa de residência ficava logo acima do atual Matadouro Municipal e nela residiu mais tarde, e até a sua morte, o Sr. Adelino Eustáquio de Carvalho, Escrivão de Paz que antecedeu ao Sr. José Godinho Chagas.

A respeito dos Rattes vamos transcrever abaixo os dados que nos foram fornecidos pelo Sr. Ari Florenzano, o qual, mais uma vez nos presta relevante auxílio, no afan de determinarmos, com a maior exatidão possível os princípios de Carmo da Cachoeira.

Os dados são os seguintes:

'Em 27 de janeiro de 1770, no Altar Portátil do Padre Bento Ferreira, no Deserto Dourado, batizou-se CAETANA, filha de Cipriana Antônia Rattes, solteira, filha de Manoel Antônio Rattes e Maria da Costa de Morais.'

'Aos vinte dias do mês de junho do ano de mil setecentos e setenta e hum, na Hermida de Campo Belo, com licença do Reverendo Padre Bento Ferreira, Manoel Afonso batizou e pôs os Santos Óleos a Manoel, inocente, filho natural de Joaquina, solteira, filha de Manoel Antônio Rattes e de Maria da Costa, moradores do Sítio da Cachoeira, desta freguesia, e de pai incógnito. Foram padrinhos Manoel Pereira de Carvalho e Maria da Silva, mulher de Francisco de Oliveira Galante, de que fiz este assento que assino.
O Coadjutor, Manoel Affonso Custódio Pereira'

Estes dois assentos foram extraídos do Livro de Batizados nº 3 de Carrancas.

No Livro nº 2 de casamentos, pág. 77, encontra-se, com a data de 17 de novembro de 1772, o registro do casamento de Joaquina Maria da Costa, filha de Manoel Antônio Rattes e Maria da Costa de Morais, com Manoel Batista Carneiro, filho de Luiz Pinto e Maria Batista Pereira.

Como se vê, esta Joaquina que em 20-06-71 era solteira mas batizava um filho, casou-se em 1772.

Ainda no Livro nº 1, de Lavras, com a data de 5 de dezembro de 1773, encontra-se o registro do batizado de João da Costa de Morais, filho de Manoel Antônio Rattes.

Eia aí, portanto, quem eram os Rattes, moradores do SÍTIO DA CACHOEIRA, do DESERTO DESNUDO, primeiros habitantes do futuro povoado de Cachoeira do Carmo, hoje cidade de Carmo da Cachoeira."


24 de fev de 2009

Laura!


Minha neta, Laura, nascida em 23.01.2009. Loura, linda, 'little' e 'loved' como a mãe Roberta.

Anacharsis Rattes


Homenagem ao meu querido tio Anacharsis Rattes, falecido em 23.02.2009, em Juiz de Fora (MG).


2 de jan de 2009

Custódio José Ferreira Rattes e Bagagem



Meu tataravô, Custódio José Ferreira Rattes. No verso da fotografia consta a seguinte inscrição manuscrita: “Pa a Exma Snra D. Constança Theodolinda Barbosa, q lhe envia Custodio José Ferreira Rattes, com signal da amisade e respeito. Bagm, 29 de fevereiro de 1880”.

A localidade é Bagagem, Minas Gerais, atual município de Estrela do Sul, sobre a qual vou falar um pouco.

No início da colonização brasileira, a atual área do Triângulo Mineiro, até então denominada de Sertão da Farinha Podre, foi habitada por índios (a maior parte os Caiapós). Na maioria, esses índios eram nômades e circulavam pelas redondezas, sem moradia fixa, mudando de tempos em tempos em busca de caça e pesca. Essa vida nômade é compreendida como uma estratégia de defesa, tanto em relação aos animais como às tribos inimigas. Com maior facilidade, a defesa podia ser encontrada em ambientes de florestas, montanhas e cavernas por serem mais acolhedoras e oferecerem melhores condições de esconderijo do que as encontradas no Cerrado, ecossistema natural da região. Essas características da vida indígena indicam as poucas evidências quanto à transformação do meio ambiente natural, que, nesse momento, é praticamente insignificante ou nula.

Com a chegada de bandeiras e colonizadores fazendeiros, os índios fugiram em busca de áreas livres da presença do homem branco, e o meio ambiente natural foi alterado. Assim, a fuga indígena, também, justifica a entrada dos bandeirantes rumo ao sertão. Como uma forma de resolver o problema de subsistência, os bandeirantes embrenharam-se pelos sertões, tornando as entradas uma profissão para adolescentes, tanto para as expedições de apresamento como para o sertanismo em geral.

O Sertão da Farinha Podre, que compreendia todas as terras situadas entre os rios Quebra Anzol, das Velhas, Grande e Paranaíba, pertenceu, num primeiro momento, à capitania de São Paulo, depois, à de Goiás, e, somente em 1816, passou ao domínio de Minas Gerais.

Até o início do século XVIII, as terras da região não despertaram interesse para as bandeiras, pois, geograficamente, não ofereciam garantias para encontrar metais e pedras preciosas. Apenas com a intenção de desbravamento do interior do país, em busca de riquezas existentes em outras localidades, é que nessas terras começaram as passagens das expedições pela região.

A primeira bandeira a passar pelo Sertão da Farinha Podre foi a de foi Bartolomeu Bueno da Silva – o Anhangüera. Em 1722, seu filho, Bartolomeu Bueno da Silva Jr. – o Anhangüera II –, cumprindo ordens do governo colonial para encontrar as minas auríferas, partiu de Piratininga com um grupo composto por brancos, índios e escravos, somando 152 pessoas no total, e iniciou o desbravamento da rota que deu origem aos primeiros povoados da atual região do Triângulo Mineiro. Foi no comando desse grupo, que o bandeirante fez um percurso com trilheiros até as margens do Jeticaí – Rio Grande, e passou pela foz do Rio do Carmo até atingir a margem oposta, o Sertão da Farinha Podre.

Nessa ocasião (ainda em 1722), João Leite da Silva Ortiz, genro de Anhangüera, pára num ponto de pouso às margens de um ruidoso e caudaloso rio (que veio a ser denominado, tempos depois, Rio da Bagagem) descobre diamantes, muitos deles de diversas cores, como rosa, verde e violeta.
Sob a adoção deste nome para a localidade não se pode afirmar muito, restando apenas o recurso da tradição, que assegura ter sido tal denominação usada pelos garimpeiros que, deixando no local o grosso de suas munições e víveres, enquanto largavam-se por todo o percurso do rio que é diamantífero em toda a extensão, ao voltar ou referir-se ao local onde haviam deixado o maior volume da carga, diziam: “vou à bagagem” ou “tal objeto ficou na bagagem”. Como se sabe, bagagem é o nome do conjunto de coisas levadas por um viajante. Nesse trecho dois conglomerados se formaram: a parte de cima levou o nome de Cachoeira e a de baixo, de Joaquim Antonio.

As primeiras sesmarias doadas nessa área foram concedidas em 1818, ao Padre Fortunato José de Miranda e a Manoel Dias da Rocha. De 1772 a 1849, o local não passou de um garimpo, progredindo muito lentamente.

Em 1849 a Bagagem Diamantina já se tornara um próspero povoado com a população acima de trinta mil habitantes, tornando-se um eldorado, com a vinda de aventureiros de todas as partes do país. No chamado rush minerador, o crescimento populacional, típico de cidades mineradoras atingiu o povoado que, dentro de poucos anos se promoveu de povoado à freguesia e de vila à cidade.

O processo de urbanização só foi intensificado a partir de 4 de maio de 1852, com a criação do Distrito de Paz no Arraial da Bagagem, pertencente à comarca de Patrocínio, coincidindo com a descoberta do famoso diamante “Estrela do Sul”. Conta-se que uma escrava de nome Rosa, de propriedade de Casimiro de Morais, encontrou um diamante de rara beleza (pesando 254,5 quilates) sobre um monte de cascalho. Esse diamante levou o nome de Estrela do Sul. Nessa época, verdadeiros bandos de malfeitores se organizavam para saquear os viajantes nas estradas, uma vez que era constante o tráfego de pedras preciosas. Coube a uma força de voluntários pedestres de Patrocínio a tarefa de acabar, em 1853, com um dos bancos que mais terror espalhava nas redondezas.

Dentre vários aventureiros que rumaram para Bagagem em busca do sonho de riqueza está D. Anna Jacintha de São José, a famosa cortesã do Brasil Império, conhecida como Dona Beija, que lá viveu por mais de vinte anos, até o seu falecimento.

Como grande parte da população era escrava, os negros construíram para eles em 1853, a capela de Nossa Senhora do Rosário, a santa padroeira da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Posteriormente, a Capela abrigou São Benedito, também protetor do povo negro.

O povoado, então conhecido pelo nome de “Diamantino da Bagagem”, foi transformado em distrito pela Lei Provincial nº 667, de 27.04.1854.

Pela Lei Provincial nº 777, de 30 de maio de 1856, o distrito foi desmembrado de Patrocínio e elevado à condição de vila, com o nome de Bagagem, instalado em 30 de Setembro de 1858.

Em 13.10.1858 nasce Elídio Rattes, meu bisavô.

Devido ao grande crescimento verificado no local, a Vila de Bagagem foi elevada à categoria de cidade, pela Lei nº 1101, de 19.09.1861. Sua população, diretamente vinculada ao garimpo, apresentava significativa rotatividade em busca dos diamantes e residia em habitações improvisadas, que se perderam no tempo.

Crescendo sempre, chegou a ser um dos mais importantes centros comerciais da província. Sob sua administração política estavam Santana da Aldeia do Rio das Velhas (Indianópolis); Brejo Alegre (Araguari); Troncos (Grupiara); Carmo da Bagagem (Monte Carmelo); Crioulos (Pedrinópolis); Espírito Santo do Cemitério (Iraí de Minas); Boqueirão (Douradoquara); São João do Rio das Pedras (Cascalho Rico); São Miguel da Ponte Nova (Nova Ponte) e Água Suja (Romaria).

Em 1870, a cidade começa a viver o seu declínio, causando uma explosiva retirada de aventureiros às suas origens. Em 1873, faleceu D. Beija.

Vale lembrar que em 1891, aos 33 anos, Elídio Rattes já se encontrava em Alegre, no Espírito Santo, quando nasceu seu primeiro filho, Apolinário.

Pela Lei Estadual nº 319, de 16.09.1901, o município de Bagagem tomou a denominação de Estrela do Sul.

ANACREONTE, DAGMAR E ANAXÁGORAS RATTES


Meus tios Anacreonte, Dagmar e Anaxágoras.